sexta-feira, 26 de julho de 2013

Máscara


"Ela é de ferro" - costumavam dizer
Pelo seu modo mórbido e indolente
D olhar, de fingir que sente
Um mínimo prazer de viver.

A lua, até, amalgama no céu
Olhava, invejosa, sua nume beleza
Seu vestido argentino cobria-lhe como véu
Mas seus olhos vagos demostravam fraqueza.

Uma tristeza em sua volta eclodia
Assim que ela aparecia
Que lhe deixa com dó de quem sente...

Quem diria que eu descobriria 
Que era apenas uma máscara fria
Dos pensamentos que trucidavam sua mente.

by: Agna Tavares

O pôr do sol


Uma esfera incadescente desce ao mar
Mais um dia está para acabar

Este momento considerado sagrado
Sempre, para tantos, tem um significado
Pernóstico paradigma da mais perfeita criação,
E em tantas pessoas causam uma sensação...
Todo bálsamo quente que percorre seu corpo
Admirável sensação que te faz viver de novo;
Cada raio, cada vida, cada nova história
Um dia a mais ficará na memória.
Logo, a ininteligível noite chegará
O novo dia, rapidamente, vai começar.

De novo e de novo podemos admirar
Esse espetáculo divino que sempre continuará...

Depois de todo o espetáculo fazer
Esconde-se o Sol novamente, até o amanhecer
Uma vez, depois dessa magia ter vivido,
Sei que nunca por mim será esquecido.

acróstico: Um espetaculo de Deus

terça-feira, 23 de julho de 2013

O que é liberdade?


O que é a liberdade?
É andar com os calcanhares 
De pés descalços 
Pelas trilhas amalgamas 
de um futuro incerto?

É sorrir, é seguir 
sem medo de ir?
É crescer, é querer 
sem medo de ser?

É desenhar o Sol quadrado?
Andar de pijama na rua 
Até totalmente nua!
É comer bolo queimado?

É escolher a ousadia 
apesar da covardia?;
quando sua vida medra 
apesar de toda a pedra?

Ter razão na consciência, 
sem preconceito e falsidade?
É ter o mínimo de coerência;
É respeitar outra  vontade?

Afinal, quero saber 
Alguém pode responder: 
O que é a liberdade?


por: Agna Tavares

Aqui jaz...



Aqui jaz uma alma perdida 
Que vaga a noite pela cidade 
Que almeja pela vida 
Que é condenada a eternidade.

Aqui jaz uma alma fria 
Abandonada pela sorte 
Assassinada pela vida 
E negada pela morte. 

Aqui jaz uma alma triste 
Que vaga pelas noites sombrias 
Não vive, apenas existe 
Caminha pelas lápides frias..

Aqui jazem estranhos corpos 
Com um anjo infernal caído 
Pronto pra assombrar os mortos 
Feito pra assustar os vivos. 

Aqui está o demônio noturno 
Sua alma eterna jaz 
Na escuridão, no soturno 
E nunca descansará em paz...


por: Agna Tavares