quarta-feira, 30 de outubro de 2013

R.I.P. (Remember in Pray)



Na escuridão, vê-se apenas a rútila lua
Noite estranha e fria, obscura
Ao longe, vê-se apenas o turvo relento 
Barulho pernóstico, estranho movimento 

Pêlos eriçados, sinto um mau presságio 
Sons de lamúrias, tempo menos 5° abaixo
Ouve-se correntes, barulhos estridentes 
Se der tempo de correr, por favor, seja ágil

Criatura sórdida que sobe do caixão
"Porventura" ímpia, sem alma nem coração
Rejeitada pela morte, simplesmente aberração
Extremamente fria, não denota emoção 

Criatura que morreu de um jeito muito insano
Parece que esqueceu que um dia foi humano
Criatura das trevas, uma coisa eu te digo:
coisa monstruosa, 'apenas' um morto-vivo

Anda com estorvo, vagando pelas ruas
Não importa o tempo, não importa as luas
Nem os mortais impedem que ele continue
Eternamente procurando o coração que não possui

Cuidado, não faça nem um brusco movimento
Eles são frios por fora, também vazios por dentro
Não tem pena de você, adulto ou criança
Estão esfaimados, só pensam em matança

Se um dia um desses ver, será hora da sua morte
Se você sobreviver, considere-se com sorte
Porque essa criatura não lhe dá muita opção:
vague com ela eternamente ou sete palmos de chão.


Créditos imagem: http://zombieapocalypseacademy.org/wp-content/uploads/2011/12/zombie-wallpaper001.jpg

sexta-feira, 26 de julho de 2013

Máscara


"Ela é de ferro" - costumavam dizer
Pelo seu modo mórbido e indolente
D olhar, de fingir que sente
Um mínimo prazer de viver.

A lua, até, amalgama no céu
Olhava, invejosa, sua nume beleza
Seu vestido argentino cobria-lhe como véu
Mas seus olhos vagos demostravam fraqueza.

Uma tristeza em sua volta eclodia
Assim que ela aparecia
Que lhe deixa com dó de quem sente...

Quem diria que eu descobriria 
Que era apenas uma máscara fria
Dos pensamentos que trucidavam sua mente.

by: Agna Tavares

O pôr do sol


Uma esfera incadescente desce ao mar
Mais um dia está para acabar

Este momento considerado sagrado
Sempre, para tantos, tem um significado
Pernóstico paradigma da mais perfeita criação,
E em tantas pessoas causam uma sensação...
Todo bálsamo quente que percorre seu corpo
Admirável sensação que te faz viver de novo;
Cada raio, cada vida, cada nova história
Um dia a mais ficará na memória.
Logo, a ininteligível noite chegará
O novo dia, rapidamente, vai começar.

De novo e de novo podemos admirar
Esse espetáculo divino que sempre continuará...

Depois de todo o espetáculo fazer
Esconde-se o Sol novamente, até o amanhecer
Uma vez, depois dessa magia ter vivido,
Sei que nunca por mim será esquecido.

acróstico: Um espetaculo de Deus

terça-feira, 23 de julho de 2013

O que é liberdade?


O que é a liberdade?
É andar com os calcanhares 
De pés descalços 
Pelas trilhas amalgamas 
de um futuro incerto?

É sorrir, é seguir 
sem medo de ir?
É crescer, é querer 
sem medo de ser?

É desenhar o Sol quadrado?
Andar de pijama na rua 
Até totalmente nua!
É comer bolo queimado?

É escolher a ousadia 
apesar da covardia?;
quando sua vida medra 
apesar de toda a pedra?

Ter razão na consciência, 
sem preconceito e falsidade?
É ter o mínimo de coerência;
É respeitar outra  vontade?

Afinal, quero saber 
Alguém pode responder: 
O que é a liberdade?


por: Agna Tavares

Aqui jaz...



Aqui jaz uma alma perdida 
Que vaga a noite pela cidade 
Que almeja pela vida 
Que é condenada a eternidade.

Aqui jaz uma alma fria 
Abandonada pela sorte 
Assassinada pela vida 
E negada pela morte. 

Aqui jaz uma alma triste 
Que vaga pelas noites sombrias 
Não vive, apenas existe 
Caminha pelas lápides frias..

Aqui jazem estranhos corpos 
Com um anjo infernal caído 
Pronto pra assombrar os mortos 
Feito pra assustar os vivos. 

Aqui está o demônio noturno 
Sua alma eterna jaz 
Na escuridão, no soturno 
E nunca descansará em paz...


por: Agna Tavares